CAVALO

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Aqui poderá encontrar informação acerca de saúde e bem-estar dos equinos. Proporcionamos um espaço onde se possa informar de temas relacionados com a saúde do seu cavalo, nutrição, intoxicações e viagens.

Conheça as principais doenças que podem afectar o seu cavalo.

Consulte sempre um Médico Veterinário se suspeita que o seu cavalo está doente, com dores, ou com alguma lesão ou ligue 760 450 911.

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Cuidados Básicos

Uma boa nutrição para ter cascos saudáveis.
De forma a ter uns cascos saudáveis o cavalo deve ter uma alimentação equilibrada, em qualidade e em quantidade. Em relação à quantidade deve ser referido que alimentação em excesso (especialmente quantidade de carbohidratos) pode levar ao desenvolvimento de problemas de sobrecarga como também ao desenvolvimento de Laminite (Aguamento).

Assim a dieta deve conter todos os nutrientes necessários para a síntese de queratina, que é a proteína estrutural dos cascos. A queratina também se encontra presente no pelo, crina e cauda dos cavalos.

O casco divide-se em 3 partes estruturais (Parede, sola e ranilha). Todas estas estruturas são compostas de queratina que como todas as proteínas são compostas por cadeia de aminoácidos. Alguns aminoácidos são produzidos pelo próprio cavalo enquanto que outros têm de ser fornecidos através da dieta.

Os aminoácidos mais importantes para a formação de queratina são a Metionina e a Cisteína que representam mais de 14% do total de aminoácidos que formam a queratina e são responsáveis pela ligação bi-sulfurosa entre as moléculas de queratina, dando força estrutural ao casco. A lisina também é um aminoácido essencial na estrutura da queratina.

A síntese adequada de proteínas é indispensável a um crescimento saudável do casco e por isso também são essenciais outros nutrientes como vitaminas (Vit.A, Biotina, Vit.E, D3, Vitaminas do grupo B e minerais zinco, cobre, cobalto, selénio, ferro e manganês.

Em casos de fraca qualidade dos cascos ou de patologias específicas como Doença da linha branca, laminite ou avulsões da parede do casco, é importante acelerar o crescimento do casco. A par de uma boa dieta costuma-se aconselhar o uso de suplementos nutricionais para os cascos. A administração deve ser efectuada por um período mínimo de 6 meses.
Os primeiros sinais de que os suplementos estão a surtir efeito são vistos em poucas semanas pois o pêlo, crina e cauda ficam mais brilhantes e saudáveis.

Para saber que suplementos deve administrar ligue 760 450 911.

Os cavalos partilham muitas características fisiológicas com as pessoas e os animais domésticos. Contudo têm características únicas que os diferencia das pessoas e outras espécies animais.

  • Metabolismo:

Os cavalos têm um metabolismo mais baixo que as outras espécies animais. Enquanto descansam, a frequência cardíaca e frequência respiratória são mais baixas que nas outras espécies. Este metabolismo mais lento está associado a uma esperança média de vida maior que outras espécies de companhia. A esperança média de vida depende actualmente de factores como a saúde, nível de cuidado e o tamanho. Por exemplo, os cavalos de raças  miniatura vivem cerca de 40 anos ou mais.

  • Visão:

A visão é o sentido com maior importância no cavalo e está reflectido pelo tamanho do olho do equino e também por sabermos que o córtex visual dos equinos é bastante bem desenvolvido.

Os olhos do cavalo estão inseridos na parte lateral da cabeça em vez de estarem numa posição frontal o que permite ter uma visão periférica extraordinária que é útil para os animais que têm de estar atentos aos predadores.

Os cavalos conseguem ver num arco de 340º sem mexerem a cabeça, com apenas uns locais cegos exactamente atrás e à frente deles. Quando querem ver coisas atrás deles, os cavalos movem-se ligeiramente para o lado e quando querem ver directamente para a frente, os cavalos recuam e baixam a cabeça.

Sinais de diminuição da visão :

  • Assustam-se mais frequentemente ou num maior grau
  • Movimentos frequentes da cabeça para os lados
  • Reacção atrasada a objectos, especialmente quando os vêem já muito perto
  • Balanço da cabeça quando andam num piso irregular.
  • Audição:

Os cavalos têm orelhas grandes que permitem aumentar a captação do ruido. Cada orelha pode rodar independentemente mais de 180º permitindo aos cavalos localizar múltiplos sons ao mesmo tempo. Também ajudam a perceber o estado emocional do cavalo (ex: orelha murcha pode significar agressividade, dor ou medo).

Com a idade os cavalos têm tendência em perder a audição, o que significa que animais mais velhos podem não ouvir chegar o tratador ou quem lida com ele e assustam-se. Isto pode ser evitado, garantindo que o cavalo vê a pessoa a aproximar-se. A perda de audição também pode ser devido a infecções auditivas e carraças, por isso peça ao seu veterinário que examine as orelhas do seu cavalo periodicamente.

  • Pele e pêlo:

A pele do cavalo é semelhante à pele dos cães e gatos. A principal função do pêlo é proteger a pele e regular a temperatura. O pêlo muda de acordo com as estações do ano, tornando-se mais longo e grosso no inverso que no verão.

Uma boa nutrição, limpeza e escovagem diária e banhos ocasionais é tudo o que é necessário para manter a pele e pêlo limpos e saudáveis.

Sinais de problemas de pele nos cavalos
Perda de pêlo
Pêlo partido, que pode ser sinal do cavalo se coçar
Feridas com liquido amarelado ou esverdeado (pus)
Prurido (Coçar-se)
Crostas secas (sangue seco)
Descoloração da pele

 

Valores fisiológicos do cavalo
Temperatura média Égua: 37.8°C

Garanhão: 37.6°C

Frequência cardíaca 28 a 40 bpm
Frequência respiratória 10 a 14 rpm
Esperança média de vida 25 a 30 anos


Cascos

O casco é constituído por 3 partes essenciais: a parede ou taipa, a sola e a ranilha.

A parede é constituída por túbulos córneos onde a proteína principal é a queratina. Estes túbulos crescem desde a banda coronária em direcção ao solo. A sola do casco é de formato côncavo com uma zona em forma de cunha chamada ranilha. Dentro do estojo córneo (casco) temos um conjunto de estruturas vivas que podem sofre vários tipos de patologia devido ao impacto repetitivo do casco no solo quando o cavalo se desloca. Alguns exemplos de patologias que podem levar à claudicação: abcessos, laminite (vulgo Aguamento), doença da linha branca, entre outras.

Assim, o cuidado dos cascos é um aspecto importante na saúde do cavalo e não deve ser esquecido, por isso, os cascos devem ser levantados todos os dias para remoção de fezes e sujidade acumulada e também para verificação de sinais de lesão como, mau cheiro, descoloração ou descarga. As ferraduras também devem ser examinadas e verificar sinais de uso irregular e se os cravos estão convenientemente ajustados.

Pode ser necessário o uso de pomadas (Unto) para o casco, mas a sua aplicação deve ser controlada. Por exemplo, pode ser usado unto para repelir água de forma a manter os cascos secos e saudáveis durante o inverno. Contudo o uso excessivo pode tornar o casco mais suave e levar ao desenvolvimento de problemas.

Cuidados de dentisteria – Devido à domesticação do cavalo ao longo dos últimos, estes modificaram muito os seus hábitos alimentares e com eles também a sua dentição se modificou até aos dias de hoje.

Os problemas dentários nos cavalos são muito comuns. Num estudo realizado em 500 cavalos, cerca de 80% apresentavam evidência de doença dental ou condições patológicas relacionadas com a cavidade oral. Os problemas mais comummente identificados são: Pontas de esmalte aguçadas, ulceras na mucosa oral, desgaste anormal, doença periodontal, dentes fracturados, cáries, dentes supranumerários, entre outros.

Muitos médicos veterinários concordam que a dentisteria equina preventiva e terapêutica são essenciais para um bem estar e uma melhor produtividade do cavalo.

Como os cavalos prendem e mastigam a comida com os dentes e como as outras estruturas presentes na boca são estruturas irrigadas e inervadas, é normal que problemas relacionados com estruturas orais possam afectar negativamente a saúde e o bem estar do cavalo.

Lista de possíveis consequências de problemas dentários:

  • Dificuldade de preensão e de mastigação dos alimentos
  • Relutância a alimentação
  • Artrose da articulação temporo-mandibular
  • Ulceras orais
  • Perda de peso
  • Problemas digestivos (obstrução esofágica, cólica)
  • Problemas relacionados com o contacto na mão do cavaleiro

O termo parasita deriva do latim parasitus que significa “aquele que come na mesa de outrem”. Como todos sabemos, os parasitas gastro-intestinais quando presentes em grande número num equino, podem ter efeitos deletérios de grandes dimensões. Os parasitas gastrointestinais têm um ciclo no qual necessitam obrigatoriamente de um hospedeiro para que possam sobreviver e completar o seu ciclo de vida. O hospedeiro dá-lhes assim abrigo e alimenta-os a fim de completarem o seu ciclo de vida.

A título de exemplo pois nem todos os parasitam actuam da mesma forma, vamos mostrar o ciclo de vida dos parasitas Stongylus spp um dos mais comuns presentes nos cavalos.

Os ovos fertilizados são libertados no ceco dos equinos pelos estrongilos fêmeas e libertados no meio ambiente através das fezes. Aqui os ovos eclodem e dão origem ao primeiro estadio larvar (L1). Ainda nas fezes as L1 dão origem ao segundo estadio larvar (L2) que por sua vez dá origem ao 3º estadio larvar (L3) o estadio infectante que vai migrar das fezes para a pastagem que posteriormente vai ser ingerida pelo equino. Já dentro do cavalo, a L3 invade o intestino e passa a L4 e consequentemente à fase adulta, a qual vai novamente libertar ovos e completar o ciclo de vida do parasita.

A sabedoria convencional sabe que os parasitas são organismos problemáticos para os animais pois migram através dos tecidos provocando inflamação, provocam obstrução do tracto gastrointestinal, instalam-se em artérias do trato gastro intestinal, absorvem nutrientes, entre outros… As suas consequências podem ser graves como, perda de peso, diarreia, anemia, hipoproteinémia, inflamação, cólica, entre outros.

Entre os vários tipos de parasitas encontrados em equinos podemos dividir em dois grupos, os nemátodes e os céstodes.

Assim, a desparasitação é o método mais comum de diminuir o número de parasitas que “vivem” dentro do cavalo.

Para saber como e com que medicamento deve desparasitar o seu cavalo fale com o seu Médico Veterinário.

Regras gerais a adoptar quando desparasitar:

  • Não subestime o peso do seu cavalo. Utilize as fitas de medição.
  • Desparasite o seu cavalo nas épocas de maior transmissão de parasitas (Primavera e Outono)
  • Avalie a eficácia dos desparasitantes pelo menos a cada 3 anos.

Regras a utilizar no 1º ano de vida de um Poldro: Durante o primeiro ano de vida os poldros devem ser desparasitados 4 vezes. (American Association of Equine Practitioners)

  • Primeira desparasitação – Por volta do 2º ou 3º mês deidade
  • Segunda desparasitação – Aos 6 mêses de idade
  • Terceira desparasitação – Aos 9 mêses de idade
  • Quarta desparasitação – Aos 12 mêses de idade

Nota: Numa das duas últimas desparasitações deve ser incluída  medicação para o tratamento de parasitoses por cestodes.

Sugestão práctica para o control de parasitas gastro-intestinais no cavalo.

  1. Corte e grade as pastagens com frequencia. Este procedimento quebra o aglomerado de fezes e expõe os parasitas aos efeitos adversos do sol e do ar.
  2. Faça rotação de pastagens frequentemente com outras espécies animais (vacas e ovelhas) se possível.
  3. Se possível agrupe os cavalos por idades para melhorar a eficiência do programa de desparasitação e para reduzir a exposição a determinados parasitas.
  4. Limite o numero de cavalos por hectare ao mínimo possível.
  5. Coloque a ração e o feno sempre que possível em comedores elevados
  6. Faça um arrotação de classe de desparasitantes (não apenas diferentes marcas) para diminuir a resistência parasitária. Consulte o seu médico veterinário

A vacinação é um componente chave da medicina preventiva em cavalos.

O principal objectivo da vacinação é fazer com que o cavalo tenha uma imunidade duradoura contra doenças muito específicas, que podem pôr em risco a saúde do cavalo. Cada cavalo deve ter um programa vacinal adequado às suas necessidades de acordo com a zona do globo em que se encontram.

Os poldros nascidos de éguas vacinadas estão protegidos contras as doenças infecciosas até por volta dos 6 meses desde que tenham consumido o colostro até 6 horas após o nascimento.

Em Portugal os cavalos devem ser vacinados contra o Tétano, a Gripe equina, e em determinadas zonas do país contra o Vírus do Nilo Ocidental (doença de declaração obrigatória).

As vacinas devem ser sempre administradas por um Médico Veterinário.

Fale com o seu Médico veterinário.

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Áreas de interesse

1
Saúde Equina

Para melhor cuidar é importante saber as doenças que podem afectar o seu cavalo.

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Nutrição

Para melhor nutrir encontre aqui algumas dicas.

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