Doenças

Doenças

O Tétano é uma doença produzida por uma bactéria, o Clostridium tetani, em que os esporos libertados sobrevivem no solo por muitos anos.

O Clostridium tetani também existe no trato gastrointestinal dos cavalos o que significa que estando os cavalos na pastagem ou estabulados existe exposição constante aos esporos desta bactéria. A bactéria liberta toxinas neurotóxicas (uma das mais potentes exotoxinas conhecidas) que se ligam ao sistema nervoso provocando paralisia.
O modo de infecção desta bactéria é através da entrada numa ferida dos esporos do C. tetani que uma vez expostos a um ambiente favorável ao seu desenvolvimento, germinam, crescem e produzem a neurotoxina que pode levar a paralisia e morte.

Os sinais clínicos aparecem em uma a várias semanas sendo a média duas semanas.
O primeiro sinal de tétano que aparece nos cavalos, é a incapacidade de retrair a membrana nictitante (3ª pálpebra), seguindo-se de contracções convulsivas (tónico-clónicas) dos músculos dos membros anteriores e posteriores assim como de outros músculos de acção voluntária. Sinais como orelhas erectas, narinas dilatadas e cauda rígida são dos sinais mais comuns assim como rigidez geral. A taxa de mortalidade associada ao tétano é cerca de 80%.

O tratamento desta doença passa pela desinfecção da ferida, administração de antibiótico, administração de um soro específico contra a neurotoxina.
Se o seu cavalo não tiver vacinado e suspeitar que possa ter tétano não hesite em chamar o Médico-Veterinário.

Assentaduras – Feridas de pressão

As assentaduras acontecem por haver fricção constante do arreio com o dorso do cavalo, devido a uma má coaptação.

As feridas são caracterizadas por vermelhidão, inflamação, altos, quistos e muitas vezes morte da pele no local da fricção.
Identificar e eliminar o problema é o melhor procedimento antes de qualquer tratamento.

Alergias – Assim como as pessoas, os cavalos podem ser alérgicos a várias substâncias, incluindo partículas de plantas, outras substâncias presentes no ar ou a alimentos.

Estas substancias chamados alergénios, quando em contacto com o cavalo através do trato respiratório, trato gastrointestinal ou pele, provocam libertação de histamina, levando a inflamação. As reacções alérgicas também podem se desencadeadas por medicamentos e vacinas.

Os sinais clínicos mais comuns de alergia são:

  • Urticária
  • Erupções cutâneas
  • Prurido

Uma vez diagnosticado, o tratamento passa pela eliminação do alergénio (se possível) e o uso de medicação para controlar os sintomas.
Alergia – Maneio
Pó – Manter o cavalo no exterior, alimentar com fenosilagem ou alimentos sem pó.
Pólen – Manter o cavalo no interior

Arestins – Infecção da camada mais superficial da pele (epiderme), provocada por um microorganismo chamado Dermatophilus congolensis.

Esta infecção está muito presente em países tropicais onde a chuva é frequente e a humidade é elevada.
Claudicação ou perda de performance pode ocorrer em cavalos afectados gravemente na zona da quartela, pois pode ser uma condição dolorosa.
O microorganismo pode viver “sossegado” na pele até ser estimulado pelas condições climatéricas como aumento da humidade.

Após o diagnóstico pelo médico veterinário, além da terapêutica à base de antibiótico, deverão ser adoptadas medidas para que o tratamento seja mais rápido e eficaz.

Poderá adoptar medidas como:

  • Tosquiar o pelo na zona afectada
  • Amolecer e remover as crostas gentilmente
  • Remover o cavalo da sujidade e manter a cama seca
  • Manter as zonas afectadas livres de humidade
  • Os instrumentos de limpeza devem ser devidamente desinfectados para evitar espalhar o microorganismo.
  • O controlo de insectos também está aconselhado pois podem transportar a doença de cavalos infectados para cavalos saudáveis.

Cólica – Ao longo dos anos o termo cólica tem sido utilizado para definir uma quantidade variável de condições patológicas que causam dor abdominal.

Os sinais mais comuns de cólica são:

  • Raspar repetidamente com um dos membros anteriores
  • Olhar repetidamente para o flanco
  • Pontapear o abdómen
  • Atirar-se para o chão
  • Rebolar repetidamente
  • Suar
  • Colocar-se em posição de urinar ou defecar sem o conseguir fazer
  • Distensão do abdómen
  • Perda de apetite
  • Depressão

É pouco comum que um cavalo com cólica desenvolva todos estes sintomas ao mesmo tempo. Contudo estes são sinais de dor abdominal apesar de não indicarem que zona do sistema digestivo está afectada.

O diagnóstico e o tratamento devem ser realizados rapidamente pelo médico veterinário. Forneça toda a informação ao seu veterinário, pois ajuda a perceber o problema e a tomar decisões. O tipo de informações que pode fornecer são: a duração e severidade dos sintomas, calendário de desparasitação (ultima vez, qual o medicamento), quando foi a ultima vez que os dentes foram tratados, alterações alimentares ou no fornecimento de água.

A gripe equina é uma doença provocada pelo vírus Influenza.

É uma doença altamente contagiosa para os cavalos e outros equídeos como, burros e mulas.
O facto de ser um vírus de natureza altamente contagiante e o facto de que a população equina é altamente susceptível, contribuem para uma rápida e fácil disseminação do vírus. A probabilidade dos cavalos afectados tossirem também contribui para uma transmissão eficaz a cavalos susceptíveis através desta via.

O vírus afecta as vias aéreas superiores e os pulmões em menor extensão.

O período de incubação (período de tempo entre a infecção e aparecimento dos primeiros sintomas) varia de 1 a 3 dias e os sinais clínicos manifestados são corrimento nasal seroso (transparente), anorexia, depressão e tosse seca e profunda. Alguns cavalos desenvolvem também dores musculares, miosites e edemas dos membros.

O tratamento desta doença inclui tratamento de suporte, anti-inflamatório, e caso se desenvolvam infecções secundárias está recomendado administração de antibiótico.

Se o seu cavalo não tiver vacinado e suspeitar que possa ter Gripe não hesite em chamar o Médico-Veterinário.

Gurma – Doença infecciosa causada por uma bactéria, o Streptococcus equi equi. É altamente contagiosa, e é caracterizada pela presença de abcessos nos gânglios linfáticos do sistema respiratório superior.

A transmissão da doença ocorre através de objectos infectados ou do contacto directo com secreções de cavalos infectados. Os cavalos infectados podem-se tornar portadores assintomáticos da doença, armazenando e espalhando a doença. Os paddocks e instalações utilizadas dos cavalos infectados devem fazer um vazio sanitário de 2 meses após a resolução do surto.

O primeiro sinal de infecção geralmente é febre. Cerca de 24 a 48 horas após a febre inicial o cavalo mostra sinais típicos de gurma, incluindo corrimento nasal com muco e pus, depressão, aumento do tamanho dos gânglios linfáticos na zona da garganta e a consequente dificuldade de deglutição.

O tratamento passa pela administração de antibiótico, anti-inflamatório e em alguns casos drenagem dos gânglios linfáticos.

Se suspeita que o seu cavalo pode ter gurma, isole imediatamente o seu cavalo e chame o médico veterinário.

A taxa de mortalidade é muito baixa.

A obstrução esofágica é uma condição em que o esófago do cavalo fica obstruído por uma massa de comida ou um corpo estranho.

O sinal clássico é a presença de comida parcialmente digerida nas narinas, tosse, ansiedade e muitas vezes também arqueia o pescoço. Deve ser colocado um buçal ao cavalo ou então o cavalo deve ser removido do local onde se encontra de forma a não permitir que ingira mais alimento ou que beba água.

A maioria das obstruções esofágicas causadas por alimentos e feno comido avidamente têm tendência a resolver-se por si só, contudo o equino deve ser sempre examinado por um médico veterinário.

As principais complicações da obstrução esofágica são causadas pela inalação de comida e pela possibilidade de ruptura do esófago.

Piroplasmose – A Babesiose, conhecida também como Piroplasmose, é provocada pelos parasitas Theileria Equi e Babesia caballi. Estes parasitas intracelulares são transmitidos aos cavalos através da picada de carraças, da via transplacentária e de material contaminado.

A doença tem uma dispersão mundial, mas existem zonas do globo onde a Piroplasmose é endémica, nomeadamente Portugal.

Em países endémicos onde os cavalos têm exposição contínua ao parasita, os cavalos infectados muitas vezes não manifestam sinais clínicos, mas contudo podem desenvolver episódios agudos de Piroplasmose. Após os episódios agudos de Piroplasmose, a maioria dos cavalos mantêm-se durante muito tempo com um baixo nível de parasitémia e tornam-se relativamente assintomáticos.

Os sinais clínicos da fase aguda são febre, depressão, ataxia, anorexia, fraqueza e icterícia, anemia e trombocitopenia e devem ser tratados prontamente pelo médico veterinário com medicamentos adequados.

A importância económica desta doença é grande, pois animais que apresentem infecções agudas, podem ter uma diminuição grande na performance, as éguas podem sofrer aborto e também podem estar condicionadas trocas comerciais para diversos países.

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Tinha (Fungos) – É uma infecção da pele causada por vários tipos de fungos.

Nos cavalos o Trichophyton equinun e o Trichophyton mentagrophytes são os principais causadores desta infecção, contudo outro tipo de fungos também podem ser encontrados. Todos eles se espalham facilmente na natureza e alguns são transmissíveis ao homem.

O contágio pode ser através de animais infectados, objectos infectados (ex: cardoa). Contudo nem sempre o contacto resulta numa infecção, pois esta depende para além do microorganismo de outros factores intrínsecos ao cavalo como idade, estado de saúde, limpeza e estado nutricional.

Características lesionais:

  • Lesões circulares
  • Escamas
  • Ausência de pêlo ou pelo quebradiço.

O tratamento é à base de shampoo anti-fungico e de cuidados de limpeza. Fale com o seu veterinário.

A úlcera gástrica é uma ferida na mucosa do estômago (camada interna do estômago). Cerca de 30% dos cavalos apresentam ulceras gástricas mas a percentagem pode aumentar bastante no caso dos cavalos de corrida (90%). As úlceras gástricas desenvolvem-se em muito pouco tempo (5 dias).

Cavalos adultos com ulceras mostram sinais inespecíficos que incluem desconforto abdominal (cólica), diminuição do apetite, perda de peso ligeira, diminuição da condição corporal, alterações de atitude. Na maioria dos casos os sinais de úlcera gástrica são subtis.

A endoscopia é o único método fiável de diagnóstico de ulceras gástricas. O tratamento é feito através de medicação oral e a prevenção é feita através do maneio dos factores de risco (programa alimentar, diminuição do stress associado a viagens e ao treino.

Se o seu cavalo manifesta um destes sintomas fale com o seu médico veterinário.

Vírus do Nilo Ocidental, é um vírus que pertence à família  Flaviviridae e é transmitida aos cavalos e aos humanos após a picada de um mosquito.

O cavalo é aparentemente um hospedeiro acidental e não produzem um nível de virémia suficiente para transmitir os vírus aos mosquitos.

O risco de contrair a doença depende do estado vacinal do cavalo, da zona  geográfica onde existem os mosquitos infectados com o vírus (zona endémica), da idade (maioritariamente cavalos adultos) e da estação do ano (mais comum no outono).

Os sinais clínicos são variáveis e podem ocorrer em qualquer parte do sistema nervoso central (SNC) resultando quer em alterações do estado mental, sinais de défices dos pares cranianos (pouco comum), Ataxia, parésia. Ataxia em vários membros é o sinal clinico mais comum.

A percentagem de cavalos que desenvolve a doença é muito baixa.

Se o seu cavalo se encontrar numa zona endémica e não estiver vacinado, fale com o seu Médico-Veterinário.

Quando a solução não estiver aqui, está lá!: 760 450 911

 

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